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RESSUREIÇÃO
17:15:15 29/03/2013
Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; (Bíblia Sagrada) Joã. 11: 25.



      

    RESSURREIÇÃO.                     

Em que dia morreu e, quando ressuscitou Jesus?

 

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Ressurreição, uma palavra que tem revolucionado por um longo tempo a cabeça de toda a humanidade. Ressurreição, aliás, uma palavra que não se pronuncia em qualquer lugar e nem á qualquer hora. Mesmo em se falando da ressurreição de Cristo, dois mil anos depois ainda estaremos falando de algo polêmico, ressurreição essa que até hoje ainda temos quem pergunte, realmente aconteceu? E quando perguntamos como aconteceu? Então, as respostas geralmente são as mais controvertidas. Entre os que se dizem cristãos, se dizem, pois na sua maioria eles nem se quer sabem o que tal palavra quer dizer, a resposta geralmente é; Jesus morreu e foi sepultado sexta feira à tarde e ressuscitou domingo de madrugada.

Eu espero nesta humilde matéria fazê-lo entender o valor do que nós chamamos de ressurreição e como aconteceu à ressurreição de Cristo. Pela vida há fora já tivemos muitos diagnósticos futuristas para a humanidade, já se tentou prolongar a vida, retardar a morte e, já se tentou até mesmo uma reencarnação, porém, tudo sem o menor sucesso. E quando falamos de ressurreição, a única realidade que permeia a vida da humanidade, o que encontramos é muita rejeição e até mesmo muita ignorância em relação a isso. A ressurreição na verdade, é base segura do futuro da humanidade. Por incrível que possa parecer à morte, o maior mal do ser vivo, muito especialmente do ser humano, é também o mais necessário. Pois sem a morte não haveria ressurreição e sem ressurreição não haverá vida eterna.

Olhando nós para as Sagradas Escrituras lá no passado, temos à oportunidade de ver à preocupação do Senhor nosso Deus, em não deixar que nossos pais, agora em pecado, voltassem e comessem do fruto da árvore da vida e, passassem a viver eternamente, em pecado. Pois a partir do momento que nossos pais pecaram, à morte passou a ser um fator extremamente necessário, para o ser humano. ― Então, disse o SENHOR Deus: Eis que o homem agora é como um de nós, sabendo o bem e o mal; ora, pois, para que não estenda a sua mão, e tome também do fruto da árvore da vida, coma, e viva eternamente agora em pecado, o SENHOR Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden, para lavrar a terra, de que fora tomado.

E, havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida. (Bíblia Sagrada) Gên. 3: 22 – 24. Como você acabou de ver, à preocupação do seu Criador em relação à sua vida e morte até aqui parece coisa fora do normal, eu, por exemplo, após o pecado do ser humano, eu os teria abandonado. Porém, como acabamos de ver, a partir de então parece que à preocupação do Senhor nosso Deus em relação ao ser humano, aumentou, em muito. Pois da morte provém à ressurreição, para a vida eterna ou para a morte eterna. À ressurreição de Cristo aconteceu sim, ela é uma realidade.

 

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É bom lembrar que estas coisas são discernidas e entendidas pelo que nós chamamos de fé, espiritualmente, pessoas que vivem fisicamente, materialmente, sem se preocuparem com um lado espiritual, é natural que tenham dificuldades em aceitar coisas dessa natureza. A Bíblia Sagrada nos ensina inclusive que sem fé é impossível agradar á Deus. ― Ora, sem fé é impossível agradar-lhe, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que é recompensador dos que o buscam. (Bíblia Sagrada) Heb. 11: 6.

Nós sabemos que muito especialmente o corpo humano começa há deteriorar-se após o quarto dia de óbito. Por isso o Senhor nosso Deus há aproximadamente mil anos antes de Cristo já nos alertava a respeito do tempo que o corpo de Jesus passaria na sepultura. Ai você meu caro leitor(a) perguntaria, a Bíblia Sagrada nos fala algo que comprove tal coisa? E eu diria sim. ― Disse Jesus: Tirai à pedra. Marta, irmã do defunto, disse-lhe: Senhor, já cheira mal, porque é já de quatro dias. (Bíblia Sagrada) Joã. 11: 39. O corpo de Lázaro era um corpo de um ser humano comum e normal, porém o corpo de Jesus era santo; Daí a necessidade da santificação da sua Igreja, por exemplo. ― Ora, (vós sois o corpo de Cristo) e seus membros em particular. (Bíblia Sagrada) I Cor. 12: 27. Portanto se esse corpo era santo, Ele não poderia apodrecer na sepultura, daí a importância da profecia mil anos adiantada.

― Pois não deixarás a minha alma no inferno (SEPULTURA), nem permitirás que o teu Santo veja corrupção, ou seja, a deterioração. (Bíblia Sagrada) Sal. 16: 10. À ressurreição de Jesus o Cristo não foi apenas mais um acontecimento corriqueiro, aliás, é bom lembrar que nos projetos do Senhor nosso Deus nada há de corriqueiro e, sim tudo foi planejado desde antes de tudo existir. Sendo à ressurreição de Cristo talvez o ponto mais importante de todos os projetos Divinos, tudo teria que ser planejado nos mínimos detalhes. Aliás, se Cristo não tivesse realmente ressuscitado toda a preocupação Divina para com a humanidade teria sido desperdiçada, você e eu estaríamos literalmente perdidos.  

― Porque, se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente, o seremos também na semelhança da sua ressurreição, sabendo que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos mais ao pecado como escravos; porquanto quem morreu para esta vida, para o pecado, está justificado do pecado. Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele ressuscitaremos, sabemos que, havendo Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte já não tem domínio sobre ele.

Pois, quanto a ter morrido, de uma vez para sempre morreu para o pecado; mas, quanto a viver, vive para Deus. Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus. (Bíblia Sagrada) Rom. 6: 5 – 11. Segundo as Sagradas Escrituras à ressurreição de Cristo funciona como o começo da restauração da humanidade perdida. À nossa ressurreição agora está assegurada pela ressurreição de Cristo que é real, pois foi testemunhada por anjos e homens. ― Evidentemente, grande é o mistério da (piedade = compaixão):

 

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Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória. (Bíblia Sagrada) I Tim. 3: 16. ― Ora, o Deus da paz, que tornou a trazer dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor, o grande Pastor das ovelhas, pelo sangue da eterna aliança, vos aperfeiçoe em todo o bem, para cumprirdes a sua vontade, operando em vós o que é agradável diante dele, por Jesus Cristo, a quem seja a glória para todo o sempre. Amém! (Bíblia Sagrada) Heb. 13: 20 – 21. Por isso nesta matéria você terá à oportunidade de ver mais de perto, comprovações da ressurreição de Cristo e, o tempo; hora, dia, mês e ano em que tudo realmente aconteceu.

 

A PÁSCOA – Ponto Determinante.

 

A Páscoa para os Judeus era uma das três datas comemorativas mais importantes. Pois para o povo Judeu as três datas comemorativas mais importantes eram: 1) PÁSCOA e PÃES ASMOS; 2) TABERNÁCULOS ou Barracas; 3) PENTECOSTES, Semanas, Primícias, ou Sega Colheita (Ceifa). Aliás, pentecostes era comemorado como o (início da colheita). ― E direis ao pai de família da casa: O mestre te diz: Onde está o aposento em que hei de comer a Páscoa com os meus discípulos? (Bíblia Sagrada) Luc. 22: 11. Como nós sabemos Jesus é Judeu, e cumpridor de todas as leis estipuladas ao seu povo. Em certa oportunidade Ele falou, Eu não vim revogar a lei e, sim cumprir a lei. ― Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. (Bíblia Sagrada) Mat. 5: 17.

E sendo o Senhor Jesus um bom Judeu, aproximando-se a data comemorativa mais importante de sua gente, Ele correu em busca de um local onde pudesse juntamente com os seus amigos realizar o tal evento. (No Hebraico; Pessach) = Páscoa = passagem, libertação da escravidão, saída da África, mais precisamente do Egito, uma mudança para a Palestina.  Essa comemoração acontecia sempre no dia (14) catorze do primeiro mês do ano; o mês de abib ou nisã. (Abib = mês de espigas novas). Mês que traduzindo para o nosso calendário, daria mais ou menos do meio de março ao meio de abril. Por isso à Páscoa era celebrada sempre no dia catorze de abib ou nisã, o que traduzindo para o nosso calendário seria mais ou menos do dia (27) vinte e sete de março, ao dia (1) primeiro de abril. À Páscoa era também um símbolo, um tipo do ministério de Jesus, o Apóstolo Paulo chama o Senhor Jesus de nossa Páscoa.

― Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós. (Bíblia Sagrada) I Cor. 5: 7. À Páscoa, assim como o ministério de Jesus tinha dia e hora para acontecer, lá pelo décimo dia do mês se recolhia o cordeiro ou o cabritinho de um ano de idade e, se mantinha recluso até o décimo quarto dia à tarde. À tardinha ele era sacrificado. Até agora o que temos apurado é que Jesus o Cristo foi morto no ano (31) trinta e um da era cristã. Seguindo por aqui comprovaremos o ano, o dia e hora da morte de Jesus.

      

QUANDO foi instituída à Páscoa?

 

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À resposta a esta pergunta seria, mais ou menos lá pelo ano (1491) mil quatrocentos e noventa e um, antes de Cristo. Aqui nós temos a oportunidade de ver o Senhor nosso Deus determinando o fim das restrições de Faraó, ou seja, (Grande Casa) o rei do Egito e, encaminhando o seu povo para a saída daquele país. ― E o SENHOR disse a Moisés: Ainda uma praga trarei sobre Faraó e sobre o Egito; depois, vos deixará ir daqui; e, quando vos deixar ir totalmente, a toda a pressa vos lançará daqui. Fala agora aos ouvidos do povo, que cada varão peça ao seu vizinho, e cada mulher à sua vizinha, vasos de prata e vasos de ouro. E o SENHOR deu graça ao povo aos olhos dos egípcios; também o varão Moisés era mui grande na terra do Egito, aos olhos dos servos de Faraó e aos olhos do povo. (Bíblia Sagrada) Êxo. 11: 1 – 3.

E em seguida, Ele institui aquele evento comemorativo que passaria a fazer parte da vida do seu povo por séculos a fora e chegaria até nós, a milhares de anos depois e, a milhares de quilômetros de distância. ― Falai a toda à congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês, tome cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada casa. Mas, se a família for pequena para um cordeiro, então, tome um só com seu vizinho perto de sua casa, conforme o número das almas; conforme o comer de cada um, fareis a conta para o cordeiro. O cordeiro, ou cabritinho, será sem mácula, um macho de um ano, o qual, tomareis das ovelhas ou das cabras e o guardareis até ao décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o sacrificará à tarde. (Bíblia Sagrada) Êxo. 12: 3 – 6.

À Páscoa não era composta só de carne, o cordeiro ou o cabritinho sacrificado representava Cristo que ainda viria – o pão asmo simbolizava o seu corpo que seria partido, moído, sofrido por nós – as ervas amargas, simbolizavam os sofrimentos do cativeiro e, o ministério de Jesus com as suas aflições.  Aqui Jesus o Cristo como sendo o Cordeiro de Deus representa a nossa Páscoa e, nos dá o direito de comemorar a libertação da escravidão do pecado. É importante aqui observarmos à hora do sacrifício, à tarde ao pôr-do-sol. Se o cordeiro foi sacrificado e consumido ao pôr-do-sol, esta também será a hora que determina o sepultamento de Jesus.

― Não poderás sacrificar a Páscoa em nenhuma das tuas cidades que te dá o SENHOR, teu Deus, senão no lugar que o SENHOR, teu Deus, escolher para fazer habitar o seu nome, ali sacrificarás a Páscoa à tarde, ao pôr-do-sol, ao tempo em que saíste do Egito. (Bíblia Sagrada) Deut. 16: 5 – 6. Nós aqui temos prova de que Jesus participou da Páscoa com os seus amigos e seguidores. ― E disse-lhes: Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes do meu sofrimento. Pois vos digo que nunca mais a comerei, até que ela se cumpra no reino de Deus. (Bíblia Sagrada) Luc. 22: 15 – 16. A Bíblia Sagrada nos ensina que o Senhor Jesus foi preso por ocasião da Páscoa, não chegamos aqui a todos aqueles detalhes relacionados ao cordeiro pascal, por exemplo, ser preso quatro dias antes do sacrifício. Mas Ele, o Senhor Jesus foi preso antes da Páscoa, sim. ― Dali a dois dias, era a Páscoa e a Festa dos Pães Asmos;

 

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e os principais sacerdotes e os escribas procuravam como o prenderiam, à traição, e o matariam. (Bíblia Sagrada) Mar. 14: 1. E assim chegou à hora da prisão e da execução do Filho do Homem. ― Então, prendendo-o, o levaram e o introduziram na casa do sumo sacerdote. Pedro seguia de longe. (Bíblia Sagrada) Luc. 22: 54. Aqui nós temos a oportunidade de ver o dia e a hora em que o Senhor Jesus estava preso e sendo julgado por Pôncio Pilatos. ― Depois, levaram Jesus da casa de Caifás para a audiência. E era pela manhã cedo. E não entraram na audiência, para não se contaminarem e poderem comer a Páscoa. (Bíblia Sagrada) Joã. 18: 28.

― Ouvindo, pois, Pilatos esse dito, levou Jesus para fora e assentou-se no tribunal, no lugar chamado Lithostrotos, e em hebraico o nome é Gabatá. E era a preparação da Páscoa e quase à hora sexta; e disse aos judeus: Eis aqui o vosso rei. Mas eles bradaram: Tira! Tira! Crucifica-o! Perguntou-lhes Pilatos: Hei de crucificar o vosso rei? Responderam os principais dos sacerdotes: Não temos rei, senão o César. (Bíblia Sagrada) Joã. 19: 13 – 15. Nós não sabemos exatamente onde Jesus se encontrava no sábado anterior à sua morte. Os endereços na época eram muito limitados, as ruas não tinham nome, as casas não tinham números e se tivessem de pouco adiantaria, pois à população era praticamente toda analfabeta.

O que temos aqui é que no sábado anterior Ele se encontrava numa sinagoga. Talvez após a reunião na sinagoga Ele tenha ido visitar um amigo e, assim nós não temos endereços muito precisos, mas temos uma leve ideia de onde Ele se encontrava no sábado anterior à sua morte. ― Ora, ensinava Jesus no sábado numa das sinagogas. (Bíblia Sagrada) Luc. 13: 10. – Ora, estando Jesus em Betânia, em casa de Simão, o leproso, aproximou-se dele uma mulher, trazendo um vaso de alabastro cheio de precioso bálsamo, que lhe derramou sobre a cabeça, estando ele à mesa. (Bíblia Sagrada) Mar. 26: 6. E assim logo adiante nós temos à oportunidade de vê-lo caminhando para a morte, pois Ele sabia que isso iria acontecer.

― Passava Jesus por cidades e aldeias, ensinando e caminhando para Jerusalém. (Bíblia Sagrada) Luc. 13: 22. Porém nós sabemos que os judeus tinham um limite de caminhada para o sábado e, sabemos que o Senhor Jesus era um excelente guardador das suas leis. ― Considerai que o SENHOR vos deu o sábado; por isso, ele, no sexto dia, vos dá pão para dois dias; cada um fique onde está ninguém saia do seu lugar no sétimo dia. (Bíblia Sagrada) Êxo. 16: 29. Eu ainda gostaria de deixar aqui um rápido relato sobre o sábado e, as leis relacionadas ao mesmo. O povo judeu por natureza é um povo muito trabalhador e consequentemente muito mesquinho, por isso é o povo mais rico da terra.

Então o Senhor nosso Deus pensando nos seres vivos que cercam o homem judeu, como à esposa, os filhos, os servos, os escravos e até mesmo os animais de serviço, providenciou um dia de descanso (obrigatório) para a nação israelense. Lá na tábua da Lei, estava escrito algo mais ou menos assim: Lembra-te do dia de sábado para o santificar. Mas só isso para o homem judeu era muito pouco, ele precisava de mais, precisava que o ameaçasse de morte sendo pego trabalhando.  Daí os escribas (os escritores) que faziam parte da administração espiritual da nação fixaram um limite de caminhada para o sábado, (2000) dois mil côvados.

 

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― Então, voltaram para Jerusalém, do monte chamado das Oliveiras, o qual está perto de Jerusalém, à distância do caminho de um sábado. (Bíblia Sagrada) Atos 1: 12. Baseando-nos nisso e, traduzindo para as nossas medidas, temos aqui uma distância de (1200 á 1480 m.) mil e duzentos a mil quatrocentos e oitenta metros, como caminhada de um sábado. Aqui ficamos sabendo que se no sábado não se podia andar, então ficamos sabendo que o Senhor Jesus começou à sua caminhada para Jerusalém no primeiro dia da semana. O Senhor Jesus sabia que em Jerusalém estava tudo pronto para a sua prisão, crucificação e morte. Mas ninguém melhor que Ele, para saber que os desígnios Divinos tinham ano, mês, dia e, hora marcados para acontecer.

― Naquele mesmo dia, chegaram uns fariseus, dizendo-lhe: Sai e retira-te daqui, porque Herodes quer matar-te. E lhes respondeu: Ide e dizei àquela raposa: eis que eu expulso demônios, e efetuo curas, hoje e amanhã, e, no terceiro dia, sou consumado. Importa, porém, caminhar hoje, amanhã e no dia seguinte, para que não suceda que morra um profeta fora de Jerusalém.  (Bíblia Sagrada) Luc. 13: 32 – 33. Aqui nós temos à oportunidade de ver, que o Senhor Jesus estava aproximadamente á três dias de viagem, á pé de Jerusalém. Como acabamos de ver, Ele mandou dizer ao rei Herodes que caminharia três dias e, portanto no quarto dia já em Jerusalém certamente Ele seria morto. Portanto estando em Jerusalém já no terceiro dia da semana, Ele viveu aquele dia, como um dia de agitação com os preparativos para a Páscoa que seria no começo da noite. 

Como nós todos sabemos, o primeiro dia da semana é o domingo, o segundo é a segunda-feira, o terceiro é a terça-feira, e o quarto é a quarta-feira. Portanto como vemos a Páscoa seria realizada na quarta-feira e não na sexta feira como quer a igreja católica romana e quase toda à humanidade com ela. Todavia, na Páscoa dos judeus de um modo geral este ano, tinha algo especial, tinha um Cordeiro inteiramente diferente. Na Páscoa dos judeus deste ano o Senhor Jesus seria sacrificado e sepultado. Por isso o Senhor Jesus precisava celebrar a Páscoa um dia adiantado, na terça-feira, pois na quarta-feira Ele faria o papel de Cordeiro Pascal. Páscoa, (passagem) “em Hebraico, Pessach”, realizada como de costume ao anoitecer.

E naquele ano o Senhor Jesus participou dela juntamente com todos os seus seguidores numa casa, num salão que ficou conhecido nas Escrituras Sagradas como o cenáculo. Aqui Jesus tendo então participado da comemoração da Páscoa juntamente com os seus, no final Ele instituiu, deu início ao que nós conhecemos à ceia do Senhor. ― E, chegada à hora, pôs-se à mesa, e, com ele, os doze apóstolos. E disse-lhes: Desejei muito comer convosco esta Páscoa, antes que padeça, porque vos digo que não a comerei mais até que ela se cumpra no Reino de Deus. E, tomando o cálice e havendo dado graças, disse: Tomai-o e reparti-o entre vós, porque vos digo que já não beberei do fruto da vide, até que venha o Reino de Deus. E, tomando o pão e havendo dado graças, partiu-o e deu-lhes, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isso em memória de mim. Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o Novo Testamento no meu sangue, que é derramado por vós. (Bíblia Sagrada) Luc. 22: 14 – 20.

 

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Aqui então tivemos à oportunidade de ver o Senhor Jesus participando da comemoração da Páscoa com todos os seus seguidores. Nós não sabemos à hora que isso terminou, pois nem Jesus e nem o Apóstolo Pedro usavam relógio de pulso. Todavia nos conta à História Sagrada que ao terminarem, eles saíram cantando um hino de louvor á Deus e foram em direção ao Monte das Oliveiras, mais tarde ficamos sabendo que o destino exato era o jardim do Getsêmane, que fica em cima do Monte das Oliveiras. ― E, tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras. (Bíblia Sagrada) Mat. 26: 30. Aqui, como já falei, nós não sabemos à hora da prisão de Jesus, mas podemos ver que era à noite e, ter uma ideia de que realmente não era muito cedo. 

― Tendo Jesus dito isso, saiu com os seus discípulos para além do ribeiro de Cedrom, onde havia um horto, no qual ele entrou com os seus discípulos. E Judas, que o traía, também conhecia aquele lugar, porque Jesus muitas vezes se ajuntava ali com os seus discípulos. Tendo, pois, Judas recebido à coorte e oficiais dos principais sacerdotes e fariseus, veio para ali com lanternas, archotes, e armas. (Bíblia Sagrada) Joã. 18: 1 – 3. Finalmente chega à tão cruel e esperada hora da prisão de Jesus. Isso era para nós terça-feira à noite, amanhecer para quarta-feira, o que para os judeus já era quarta-feira, porque o dia para os judeus começava ao anoitecer. Depois de ter celebrado a Páscoa, instituído à ceia até chegar lá no jardim do Getsêmane e ter orado por um longo tempo, eu tenho certeza que à hora já devia ser bem avançada, sim.

Então finalmente, chega Judas Iscariotes juntamente com um grupo de soldados romanos e alguns guardas do Templo dispostos á prender Jesus. ― Sabendo, pois, Jesus todas as coisas que sobre ele haviam de vir, adiantou-se e perguntou-lhes: A quem buscais? Responderam-lhe: A Jesus, o Nazareno. Disse-lhes Jesus: Sou eu. E Judas, que o traía, estava também com eles. (Bíblia Sagrada) Joã. 18: 4 – 5. ― Então, prendendo-o, o levaram e o introduziram na casa do sumo sacerdote. Pedro seguia de longe. (Bíblia Sagrada) Luc. 22: 54. – Depois, levaram Jesus da casa de Caifás o Somo Sacerdote para a audiência. E era pela manhã cedo.

E não entraram na audiência, para não se contaminarem e poderem comer a Páscoa. (Bíblia Sagrada) Joã. 18: 28. Ouvindo, pois, Pilatos esse dito, levou Jesus para fora e assentou-se no tribunal, no lugar chamado Lithostrotos, e em hebraico o nome é Gabatá. E era a preparação da Páscoa e quase à hora sexta; e disse aos judeus: Eis aqui o vosso rei. Mas eles bradaram: Tira! Tira! Crucifica-o! Perguntou-lhes Pilatos: Hei de crucificar o vosso rei? Responderam os principais dos sacerdotes: Não temos rei, senão o César. (Bíblia Sagrada) Joã. 19: 13 – 15. Bem, o Profeta Daniel havia declarado no seu livro há aproximadamente (530 há 540) quinhentos e trinta há quinhentos e quarenta anos antes, que Ele (Jesus) no meio da semana faria cessar o sacrifício.

Ai eu pergunto, quando é exatamente o meio da semana? Pois o Senhor Jesus estava sendo pregado naquela maldita cruz exatamente lá pelo meio dia daquela quarta-feira. Permita-me perguntar-lhe mais uma vez, quarta-feira ao meio dia não é exatamente o meio da semana? ― E era a preparação da Páscoa e quase à hora sexta; e disse aos judeus: Eis aqui o vosso rei.  (Bíblia Sagrada) Joã. 19: 14. – E, à hora nona, Jesus exclamou com grande voz, dizendo: Eloí, Eloí, lamá sabactâni?

 

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Isso, traduzido, é: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? E alguns dos que ali estavam, ouvindo isso, diziam: Eis que chama por Elias. E um deles correu a embeber uma esponja em vinagre e, pondo-a numa cana, deu-lhe a beber, dizendo: Deixai, vejamos se virá Elias tirá-lo. E Jesus, dando um grande brado, expirou. (Bíblia Sagrada) Mar. 15: 34 – 37. ― E ele firmará um concerto com muitos por uma semana; e, na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até a consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador. (Bíblia Sagrada) Dan. 9: 27. 

Como pudemos ver a partir da prisão, lá perto da meia noite de terça feira começa uma maratona de empurra-empurra, provando que à maioria queria na verdade livrar-se Dele, aliás, é mais ou menos o que está escrito. ― Veio para os que eram seus e, os seus não o receberam. (Bíblia Sagrada) Joã. 1: 11. Finalmente depois de tantas desgraças contra um inocente e indefeso chegou à hora de ir para o gólgota, ou Calvário, o lugar designado para a crucificação. Você já ouviu muitos pregarem que Jesus levou à sua cruz, pois nem mesmo isso é verdade, Ele estava tão debilitado que quando puseram a cruz em seus ombros Ele caiu. Quem acabou levando a cruz de Jesus foi um cidadão africano de nome Simão, natural de uma cidade chamada Cirene.

Perto do meio dia Ele foi pendurado naquela maldita cruz, e à hora nona, ou seja, lá pelas (15) quinze horas, ou três horas da tarde, Ele faleceu. Após a morte é claro veio o sepultamento. Teríamos alguma referência profética ao sepultamento de Jesus? Temos sim, como falamos no começo, temos ano, mês, dia e hora para cada episódio. ― Não poderás sacrificar a Páscoa em nenhuma das tuas portas que te dá o SENHOR, teu Deus; senão no lugar que escolher o SENHOR, teu Deus para fazer habitar o seu nome, ali sacrificarás a Páscoa à tarde, ao pôr-do-sol, ao tempo determinado da tua saída do Egito. (Bíblia Sagrada) Deut. 16: 5 – 6. Como nós já lemos, para que não morra um Profeta fora da Jerusalém, pois este é o lugar que o Senhor nosso Deus determinou para ser celebrada à Páscoa.

― E havia um horto naquele lugar onde fora crucificado e, no horto, um sepulcro novo, em que ainda ninguém havia sido posto. Ali, pois (por causa da preparação dos judeus e por estar perto aquele sepulcro), puseram Jesus. (Bíblia Sagrada) Joã. 19: 41 – 42. Exatamente como você acabou de ler, à tarde, ao pôr-do-sol, o que na verdade, já caracterizava o dia seguinte para os judeus. Agora vem aquela pergunta, você já leu, já ouviu muito falar de tudo isso, por quanto tempo o corpo do Senhor Jesus deveria ficar na sepultura? ― Mas ele lhes respondeu e disse:

Uma geração má e adúltera pede um sinal, porém não se lhe dará outro sinal, senão o do profeta Jonas, pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim estará o Filho do Homem três dias e três noites no seio da terra. (Bíblia Sagrada) Mat. 12: 39 – 40. ― E era o Dia da Preparação, e amanhecia o sábado. (Bíblia Sagrada) Luc. 23: 54. ― Quem guardar o mandamento não experimentará nenhum mal; e o coração do sábio discernirá o tempo e o modo. (Bíblia Sagrada) Ecl. 8: 5. O Messias faria cessar o sacrifício na metade da semana, quando selaria o Seu concerto com a raça humana. Se o profeta Daniel declara que após (69) sessenta e nove semanas seria tirado o Messias, temos de localizar o tempo da última semana

 

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ocasião quando Cristo exerceu o seu ministério, consumando-se com o seu sacrifício pessoal na metade da semana. Para descobrirmos a última semana temos de partir do princípio das (70) setenta semanas que seria no ano da ordem para a restauração de Jerusalém. Segundo as cabeças mais iluminadas da literatura sacra à ordem foi dada lá pelo ano (457) quatrocentos e cinquenta e sete antes de Cristo. As setenta semanas dão um total de (490) quatrocentos e noventa anos. Só para você se localizar, o que o Profeta Daniel chama aqui de semana, é um total de (7) sete anos, que multiplicados por setenta = dá quatrocentos e noventa anos. O início do ministério de Cristo seria no fim das sessenta e nove semanas, que alcançam exatamente o ano (27) vinte e sete da era cristã. Somados os (3) três anos e meio do Seu ministério, chegamos à metade da semana ou ano (31) trinta e um da era cristã, o mesmo ano localizado pelo império de Tibério César.

Aqui temos a profecia e a história confirmando que a crucificação se verificou exatamente no ano (31) trinta e um da era cristã. Eu quero aqui fazê-lo lembrar que o nosso calendário tem uma deficiência, uma diferença de dois á seis anos aproximadamente. Se o dia (14) catorze de abib ou nizã, foi, como já vimos numa quarta-feira, também está confirmado pela profecia que previa a morte de Jesus para a metade da semana. E como você já viu lá atrás a metade da semana é exatamente, quarta-feira ao meio dia. Amigo leitor(a) até aqui nós já descobrimos que, o Senhor Jesus morreu e foi sepultado no ano (31) da era cristã, no mês de abib ou nisã, numa quarta-feira; Ele foi crucificado aproximadamente lá pela hora sexta, ou seja, ao meio dia e, morreu à hora nona, o que quer dizer, lá pelas (15) quinze horas ou (3 horas da tarde).

E foi, sepultado ao pôr-do-sol, ao anoitecer da quarta-feira, quando então deveria, ficar sepultado três dias e três noites. Como Ele foi sepultado quarta-feira ao anoitecer, nós começamos á contar a partir de quarta-feira á noite; então temos quarta-feira (uma noite) quinta-feira (duas noites) sexta-feira (três noites). Como Ele já foi sepultado na quarta-feira ao anoitecer, nós temos que contar a partir de quinta-feira (um dia) sexta-feira (dois dias) sábado (três dias). Porque Ele ressuscitou no começo da semana, ou seja, no fim do sábado, só que para os judeus o começo do semana era exatamente o começo da noite de sábado, isso é lá pelas seis horas da tarde. ― E, voltando elas, prepararam especiarias e unguentos e, no sábado, repousaram, conforme o mandamento. (Bíblia Sagrada) Luc. 23: 56.

Mas no primeiro dia da semana bem cedo elas correram para a sepultura, à missão era ungir como de costume o corpo do Senhor falecido e sepultado. Como podemos ver só depois da ressurreição é que nós temos à visita das mulheres e à recepção do Anjo que estava à porta da sepultura aguardando para dar explicação aos visitantes. Acabamos de ver que para o objetivo determinado elas chegaram atrasadas. ― E, no primeiro dia da semana, muito de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado. (Bíblia Sagrada) Luc. 24: 1. É interessante frisar aqui que Jesus havia explicado nos mínimos detalhes que tudo isso iria acontecer. O que acontece é que à humanidade está sempre com os ouvidos e o coração atento a todas às informações, menos para ouvir e entender à verdade relacionada ao seu Criador. E assim chegando perto do túmulo, dá para ter uma ideia da decepção, do susto que elas sofreram! ― Entrando no túmulo, viram um jovem assentado ao lado direito, vestido de branco,

 

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e ficaram surpresas e atemorizadas. Ele, porém, lhes disse: Não vos atemorizeis; buscais a Jesus, o Nazareno, que foi crucificado e morto; mas ele ressuscitou, não está mais aqui; vede o lugar onde o tinham posto. (Bíblia Sagrada) Mar. 16: 5 – 6. Esse Anjo é bom lembrar que, o Dr. Arthur E. Bloomfield, uma grande autoridade em teologia, afirma ser Moisés ou Elias, uma vez que eles estavam no Monte da Transfiguração com o Senhor Jesus tratando exatamente do processo da: Crucificação, morte e da sua ressurreição. As mulheres indo visitar o túmulo iam inclusive preocupadas, com o fato de como entrariam nele, pois havia na porta do mesmo uma espécie de roda de pedra que cobria a entrada do túmulo.

― No findar do sábado, ao entrar o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro. E eis que houve um grande terremoto; porque um anjo do Senhor desceu dos Céus, chegou-se, removeu a pedra e assentou-se sobre ela. (Bíblia Sagrada) Mat. 28: 1 – 2. Nós não podemos nos esquecer que esse encontro aconteceu ao amanhecer do primeiro dia da semana, e que o Senhor Jesus já havia ressuscitado há aproximadamente (12) doze horas atrás. ― Porque Davi não subiu aos Céus, mas ele mesmo declara: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés. (Bíblia Sagrada) Atos 2: 34 – 35.

É bom lembrar que essa profecia do Rei Davi era para pós, ressurreição. Quando o Apóstolo Pedro referiu-se àquela profecia foi exatamente reforçando a ideia, de que à ressurreição era uma realidade incontestável. E assim pela graça de Deus nós conseguimos desenrolar mais uma parte da História Sagrada que há milhares de anos vem sendo inteiramente mal interpretada. Nós da Associação Teológica Renascer não queremos mudar o mundo e nem pregar um Evangelho novo, mas teremos prazer em pregar o Evangelho como Ele realmente é e, assim fazer aquilo que estiver ao nosso alcance.

 

 

Sem mais atenciosamente:

                                                

                                               

                                                      Pr. Manoel Teixeira

         Associação Teológica Renascer

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                               Fone: (47) 3446-0031 / Cel. 9985-7616. (TIM)

 





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